quarta-feira, 20 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
EXPLIQUE COM SUAS PALAVRAS O TEXTO DE PASCAL.
Pascal se refere a nós
como criaturas que não se aceitam (a si mesmas)?
Em diversas ocasiões o
filósofo demonstra esta afetação e a liga à sociedade e às ilusões de uma vida
não autêntica. Leia o que ele escreve em seus Pensamentos.
Não nos contentamos com
a vida que temos em nós e no nosso próprio ser: queremos viver na ideia dos
outros uma vida imaginária e para isso esforçamo-nos por manter as aparências.
Trabalhamos incessantemente para embelezar e conservar o nosso ser imaginário,
e descuramos o verdadeiro. E se temos ou a tranquilidade, ou a generosidade, ou
a felicidade, apressamo-nos a apregoá-lo, a fim de atribuir estas virtudes ao
nosso outro ser, e se fosse preciso estaríamos prontos a despojar-nos delas
para as juntar ao outro; de bom grado seríamos cobardes para adquirirmos a
reputação de valentes.
Grande sinal do nada
que somos não nos contentarmos de uma coisa sem a outra, e trocarmos muitas
vezes uma pela outra! Pois quem não morresse para conservar a sua honra seria
infame.
ARGUMENTE OS TRECHOS: FÉ E RAZÃO
Fé...........................Razão
"Vocês ouviram o
que foi dito: “Olho por olho dente por dente”!" Eu, porém, lhes digo: não
se vinguem de quem fez o mal a vocês. Pelo contrário: se alguém lhe da um tapa
na face direita, ofereça também a esquerda!"
Mateus 38-39
Há local onde a razão é
depurada e mesmo assim perde sua soberania; Há local onde a causa não produz o
efeito esperado, onde a lei de ação e reação, não se aplica, não funciona como
na física.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
COMO FUNCIONA O VOTO NULO?
Segundo o IBGE, mais de
30% dos brasileiros não sabem quem é o governador de seu estado. Dois em cada
10 brasileiros não conseguem dizer quem é o presidente da República, e só 18%
praticaram alguma ação política, como fazer uma reclamação ou preencher um abaixo-assinado.
“A democracia virou um espetáculo de televisão que emerge apenas durante a
época de eleições”, afirma o sociólogo Edson Passetti, pesquisador do
Departamento de Política da PUC-SP. “O cidadão renunciou a sua consciência
crítica e migrou para uma posição de opinião pública, que é forjada pela
televisão.” Para Passetti, votar nulo não serve para eliminar corruptos da
política, mas pode funcionar como uma crítica generalizada. “Optar pelo voto
nulo é saudável como protesto contra todo um sistema.”
Anular também parece
uma boa para quem não se contenta ou não vê diferença entre os candidatos.
“Política é escolha. E o voto nulo é uma escolha como qualquer outra”, afirma
Francisco de Oliveira, professor de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP).
Não se trata de um acadêmico que enxerga a política apenas teoricamente. Hoje
com 71 anos, Francisco participou do governo do presidente João Goulart até
1964. Com o golpe militar, teve que sair do Brasil para não ser perseguido pela
ditadura. Na década de 1980, se uniu a um grupo de amigos e ajudou a fundar o
PT, partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados. Mas, na próxima
eleição, se o segundo turno se confirmar entre os dois candidatos a presidente
líderes nas pesquisas, Francisco pretende anular. “Como os candidatos já
abdicaram da política para seguir a ordem financeira internacional, parecem
todos iguais”
afirma:
http://super.abril.com.br/cultura/adianta-votar-nulo-446574.shtml
terça-feira, 12 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
O CONCEITO FELICIDADE PARA OS FILÓSOFOS
O CONCEITO FELICIDADE
PARA OS FILÓSOFOS
A felicidade é particular para cada ser
humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a
maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro,
entre outros itens.
A filosofia que
investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é
excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de
filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga.
A mais antiga
referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de
Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo
forte e são, boa sorte e alma formada.
Para Sócrates essa ideia
teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente
satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas
corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da
conduta justa e virtuosa.
E já para Kant, a
felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo
não seria tema para investigar de maneira filosófica. O argumento de Kant teve
efeito, pois esse assunto sumiu das obras das escolas de filosofia sucessoras.
Mas ao que cerca a
língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento
político e a busca pela mesma passou a ser “direito do homem”, e isso é
consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de
acordo com o Iluminismo.
No século 20, surge uma
nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da
Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser
feliz é eliminar o egocentrismo.
E em 1989, Julián
Marías, espanhol e filósofo dedicou o livro importante A Felicidade Humana, com
esse tema. No livro é estudada a história desse conceito, desde a Antiguidade
até dias atuais; há destaque para ausência da reflexão filosófica sobre o
conceito da felicidade contemporânea, que poderia ser sintoma da infelicidade
do mundo.
O ser humano quando é
feliz é o primeiro a perceber. A questão de discutir a felicidade através da
filosofia e reflexão é importante para que seja mais claro o caminho de
encontro com a mesma, buscada por todos, e independente da época e sociedade em
que se vive.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
ILUSÕES COM A CULTURA
Friedrich
Nietzsche relaciona as ilusões com a cultura?
O
Nascimento da Tragédia, do filósofo, traz a passagem que segue sobre o assunto.
É
um fenômeno eterno: a ávida vontade vai sempre encontrar um meio de fixar as
suas criaturas na vida através de uma ilusão espalhada sobre as coisas,
forçando-as a continuar a viver. Este vê-se amarrado pelo prazer socrático do
conhecimento e pela ilusão de poder, através do mesmo, curar a eterna ferida da
existência; aquele vê-se envolvido pelo véu sedutor da arte ondeando diante dos
seus olhos; aquele, por seu turno, pela consolação metafísica de que sob o
remoinho dos fenômenos continua a fluir, imperturbável, a vida eterna: para não
falar das ilusões mais comuns, e talvez mais vigorosas, que a vontade tem
preparadas em qualquer instante.
Aqueles
três níveis de ilusão destinam-se apenas às naturezas mais nobremente
apetrechadas, nas quais a carga e o peso da existência são em geral sentidos
com um desagrado mais profundo e que podem ser ilusoriamente desviadas desse
desagrado através de estimulantes selecionados. É nestes estimulantes que
consiste tudo o que chamamos cultura.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
O PERIGO DA LÍNGUA SEM CONTROLE
Espanta-me o número dos
que sentem enorme necessidade de rebaixar seus parceiros sentimentais; e são
surpreendentes como tantos suportam isso!
Muitos dos que toleram
as críticas e comparações injustas não têm como se afastar por serem
dependentes. Mas outros ficam podendo ir embora.
Os que rebaixam seus
parceiros não acreditam no que dizem: querem provocar sentimentos de
inferioridade neles por medo de serem abandonados.
Sábio o ditado popular
que diz que "ninguém chuta cachorro morto": quando o que critica acha
mesmo que seu parceiro não é legal, se separa.
O que tolera um
tratamento depreciativo sabe, em algum lugar de sua mente, que o agressor é que
se sente fraco e o rebaixa por insegurança.
Muitos dos que aceitam
um tratamento humilhante extraem dele um benefício sutil: o transformam em
estímulo, em força para o avanço pessoal.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
AMOR VIRTUAL OU FANTASIA ?
O sentimento amoroso
que se nutre por alguém a quem se conhece apenas pela via virtual é igual ao
"amor em fantasia" usual nos adolescentes?
Penso que os
relacionamentos amorosos que se estabelecem na internet são bem próximos dos
que acontecem na realidade: não acho que seja ilusão.
O "amor em
fantasia", frequente nos adolescentes, é unilateral: um jovem se apaixona
por alguém que sequer fica sabendo de seus sentimentos!
A impressão que tenho é
que os jovens têm muito medo do envolvimento amoroso, pois ele implica ameaça à
individualidade que está em formação.
Ao mesmo tempo em que
anseiam por um elo afetivo, prezam as recentes conquistas na direção da
independência: e, na prática, é ela que prevalece.
Uma solução sutil acaba
sendo encontrada: o amor é vivenciado em fantasia enquanto que a
individualidade trata de se consolidar na realidade.
O que mais se assemelha
ao "amor em fantasia" próprio da adolescência é o vínculo real entre
uma pessoa que ama e outra que só se deixa amar,
Gykovate
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
CAMINHO DO CONHECIMENTO
A teoria do
conhecimento epicurista caracterizava-se pela valorização da experiência imediata, ou seja, para Epicuro, todo o conhecimento tem como origem as sensações e
impressões dos sentidos e todas as sensações são sempre verdadeiras. Por
exemplo, um remo se veste dentro da água, possui uma imagem retorcida, porém,
se visto fora dela, o remo possui uma aparência reta e plana. Neste caso, qual
das sensações estaria correta? Para Epicuro, não há erro, apenas uma
precipitação. O remo sempre aparentará ser retorcido, caso visto de dentro da
água. Para esclarecer isto, o filósofo utilizado do termo Prolepse, que pode
ser entendido como um resquício de percepção anterior, uma espécie de
"arquivo de nossa memória." Será a repetição das percepções que irão
determinar qual a "verdadeira" forma do remo e construir o
conhecimento dentro da ética epicurista.
Diferença entre
Epicurismo e Hedonismo
Embora o epicurismo
seja uma doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo, já que declara o
prazer como o único valor intrínseco a sua concepção da ausência de dor como o
maior prazer e a sua apologia da vida simples torna-no diferente: o hedonismo,
além de levar em conta os prazeres sexuais, incentiva o prazer intensamente,
enquanto no epicurismo, o prazer possui papel passivo, na ausência de paixões e
na eliminação de qualquer fator que cause o sofrimento ou temor, como a morte.
COMPREENSÃO DA MORTE
Para acabar com o temor
da morte, Epicuro defende a ideia da morte como sendo o nada. A dor e o
sofrimento residem nas sensações, na vida como fardo, e se a morte é o total
aniquilamento do "viver", o sábio de nada tem a temer. A lógica é que
se é a vida e as sensações que causam o sofrimento do indivíduo, a morte
existiria para cessar as sensações, ser o nada, a privação total. Portanto,
inadmissível aceitar que ocorreria sofrimento, pois a morte ocasionaria o extermínio
das sensações.
Compreensão dos desejos
É necessário
compreender a distinção entre os desejos naturais e desejos inúteis, infundados
ou também chamados de frívolos. Para Epicuro, o desejo se origina da uma falta,
que pode partir da natureza (desejo natural) ou de uma opinião falsa (desejo
frívolo). Os desejos podem ser divididos em:
Desejos naturais e
necessários: são os desejos que livram o corpo da dor da fome e da sede;
Desejos naturais e não
necessários: são os desejos que surgem da vontade de variar, por exemplo, o
alimento ou a bebida para variar também o prazer do corpo;
Desejos não naturais e
não necessários: são os que nascem de uma opinião falsa sobre o mundo,
incentivados por sentimentos de vaidade, orgulho ou inveja.
Epicuro tem uma
finalidade concreta: a eliminação das dores e a busca dos prazeres, o sábio
deveria desejar os objetos simples e naturais e saber que, por ser imperfeito, sentirá
dor, inevitavelmente.
O sábio é, portanto,
aquele que toma consciência da própria existência e destino, não aceitando o
determinismo de nenhum deus. Para ele, o importante na busca é a saúde física e
a serenidade interior, ocasionadas pela escolha de quais desejos deverão ser
saciados. A felicidade reside, então, na saúde do corpo e da alma, que não pode
ser entendida, obviamente, como metafísica, mas parte fundamental da própria
existência corpórea. Ser feliz é ter pleno domínio destes prazeres, o que pode
ser alcançado com a compreensão da natureza dos deuses, da morte e dos desejos.
EPICURISMO
O Epicurismo foi uma
corrente matemática surgida durante o período da Antiguidade conhecido como
Helenismo que se inicia no final do século IV a.C.. "Trata-se, portanto,
do período iniciado com a formação dos reinos que dividiram entre si o império
de Alexandre, o Grande, e que durou até a conquista romana, em 146 a.C., quando
a Grécia foi declarada província romana. Segundo alguns historiadores, esse
período iria até o advento de Augusto e a definitiva consolidação do Império
Romano (± 20 a.C.)." 5 Como figura notória deste período, temos Alexandre
III da Macedônia, que ficou conhecido historicamente como Alexandre, o Grande.
Educado por Aristóteles e familiarizado com a cultura grega, Alexandre foi
responsável por conquistar a Mesopotâmia, a Pérsia, a Fenícia, a Palestina e o
Egito. Uma de suas técnicas de dominação era realizar a manutenção das
instituições culturais dos vencidos, o que resultou na fusão dos elementos
culturais gregos e orientais; a esta nova cultura chama-se de Helenismo. A
conquista do Oriente provocou uma série de alterações políticas e culturais, e
as tendências filosóficas do período são a expressão dessas mudanças, como no
caso do Epicurismo.
Princípios Filosóficos
Epicuro viveu as
contradições deste novo mundo. Sua filosofia se opôs à Metafísica de
Aristóteles, cuja origem ele chama de espiritualismo de Platão, que defendia a
ideia de uma dimensão além do sensível, supra-real, ao qual seria o fundamento
que constituiria o mundo que vemos, tocamos e participamos. Com uma filosofia
determinista, Epicuro defende a ideia que nada está além de nossos sentidos,
não existiria nenhuma realidade que não poderia ser entendida com auxílio de
nossos cinco sentidos. Este princípio pode ser denominado de "Naturalismo
Radical". Para esclarecer este fundamento, que é compreendido por três
tomadas de consciência do indivíduo e funciona como um caminho para a
felicidade pode dividi-lo em três postulados, segundo o estudioso Juvenal
Savian Filho.
Compreensão dos deuses
Segundo a crença dos
gregos, os deuses estariam preocupados com o ser humano, sendo responsáveis por suas vitórias ou desraças,
o que acarretaria num medo inerente ao homem, que temeria ser punido a qualquer
momento por um de seus atos. Epicuro critica esta ideia. Defende que os deuses
existem, mas não estão preocupados conosco. Afinal, como afirmam em sua
metodologia do conhecimento, os juízos que temos dos deuses não se baseiam em
prolepses, isto é, em imagens formadas pelas repetições, que produzem
veracidade, e nos permitem chegar em conclusões sobre o real. Os deuses, para
alguns estudiosos da filosofia de Epicuro, não tomam consciência dos humanos,
afinal, na perfeição não poderia caber à imperfeição, sequer por conhecimento.
Se os deuses não se encarregam de nosso destino, benção ou maldição cabe a nos
mesmos a responsabilidade. A felicidade ou o sofrimento depende das escolhas de
cada um.
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