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quarta-feira, 18 de junho de 2014

EPICURISMO




História

O Epicurismo foi uma corrente matemática surgida durante o período da Antiguidade conhecido como Helenismo que se inicia no final do século IV a.C.. "Trata-se, portanto, do período iniciado com a formação dos reinos que dividiram entre si o império de Alexandre, o Grande, e que durou até a conquista romana, em 146 a.C., quando a Grécia foi declarada província romana. Segundo alguns historiadores, esse período iria até o advento de Augusto e a definitiva consolidação do Império Romano (± 20 a.C.)." 5 Como figura notória deste período, temos Alexandre III da Macedônia, que ficou conhecido historicamente como Alexandre, o Grande. Educado por Aristóteles e familiarizado com a cultura grega, Alexandre foi responsável por conquistar a Mesopotâmia, a Pérsia, a Fenícia, a Palestina e o Egito. Uma de suas técnicas de dominação era realizar a manutenção das instituições culturais dos vencidos, o que resultou na fusão dos elementos culturais gregos e orientais; a esta nova cultura chama-se de Helenismo. A conquista do Oriente provocou uma série de alterações políticas e culturais, e as tendências filosóficas do período são a expressão dessas mudanças, como no caso do Epicurismo.
Princípios Filosóficos
Epicuro viveu as contradições deste novo mundo. Sua filosofia se opôs à Metafísica de Aristóteles, cuja origem ele chama de espiritualismo de Platão, que defendia a ideia de uma dimensão além do sensível, supra-real, ao qual seria o fundamento que constituiria o mundo que vemos, tocamos e participamos. Com uma filosofia determinista, Epicuro defende a ideia que nada está além de nossos sentidos, não existiria nenhuma realidade que não poderia ser entendida com auxílio de nossos cinco sentidos. Este princípio pode ser denominado de "Naturalismo Radical". Para esclarecer este fundamento, que é compreendido por três tomadas de consciência do indivíduo e funciona como um caminho para a felicidade pode dividi-lo em três postulados, segundo o estudioso Juvenal Savian Filho.
Compreensão dos deuses

Segundo a crença dos gregos, os deuses estariam preocupados com o ser humano, sendo responsáveis por suas vitórias ou desraças, o que acarretaria num medo inerente ao homem, que temeria ser punido a qualquer momento por um de seus atos. Epicuro critica esta ideia. Defende que os deuses existem, mas não estão preocupados conosco. Afinal, como afirmam em sua metodologia do conhecimento, os juízos que temos dos deuses não se baseiam em prolepses, isto é, em imagens formadas pelas repetições, que produzem veracidade, e nos permitem chegar em conclusões sobre o real. Os deuses, para alguns estudiosos da filosofia de Epicuro, não tomam consciência dos humanos, afinal, na perfeição não poderia caber à imperfeição, sequer por conhecimento. Se os deuses não se encarregam de nosso destino, benção ou maldição cabe a nos mesmos a responsabilidade. A felicidade ou o sofrimento depende das escolhas de cada um.