quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
A INTELIGÊNCIA
domingo, 8 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
AME-SE
Desejar a
companhia de alguém é uma coisa; imaginar o outro como um escravo particular
para curar suas inseguranças é outra.
E é por
isso, e por tudo que ainda posso ser que descobri - e, por mais incrível que possa
parecer me apaixonei por esta possibilidade - que não estou pronto para amar.
Não estou pronto porque ainda tenho muito a fazer - conhecer o mundo é só o
primeiro passo. Sair da sua zona de conforto te traz tanta, mas tanta lucidez
que voltar para a caverna torna-se impossível - obrigado, Platão. Construo-me
com passos leves, calmos e muito - mas muito mesmo - despreocupados. E acho que
esse é o melhor conselho que poderei dar a alguém, quando me perguntarem sobre
felicidade.
Vá ser feliz
com você mesmo. A única coisa que te merece é o mundo - não somos prêmios
particulares, nem bônus de celular, nem números da Tele sena. Somos indivíduos
que, querendo ou não, doendo ou não, nascemos e morremos sozinhos. Encontrar
alguém que, ao invés de nos roubar, queira nos acompanhar nessa jornada, é sua
árdua missão particular - recebe-se o que se é refletido. Se atrás de você só
tem gente louca, quem está de ponta-cabeça é você (nota particular).
Descubra-se. Valorize-se em todos os seus trejeitos. Use algo mais curto (ou
mais comprido). Dance. Viaje. E, quando, por poesia - por descuido não, por
favor! -, alguém queira ficar, que seja para acrescentar.
Porque o
amor não é justo. Mas ele há de acontecer, um dia.
Luiz Menezes
domingo, 1 de fevereiro de 2015
SOU FEMINISTA . NÃO ODEIO OS HOMENS.
Neste ano não sobrou espaço para outro tema. Nunca se
discutiu tanto sobre feminismo e machismo como em 2014.
Foram tantos compartilhamentos de textos, discussões sobre
violência doméstica, “eu visto o que eu quiser”, reportagens sobre mulheres
líderes em ambientes corporativos, campanhas publicitárias, casos de traição, o
aborto nos debates políticos, homem brigando com mulher, mulher brigando com
mulher que a base do feminismo começou a misturar-se e perder-se
ideologicamente pouco a pouco.
Sabe aquela história do “não sei nada sobre, mas opino”?
Pois então, a distorção do feminismo como algo violento e de ódio contra os
homens é totalmente controversa ao que se prega. É pura falta de informação.
Quem se lembra do discurso da Emma Watson no UN Women este
ano?
“Eu tenho percebido que lutar pelo direito das mulheres têm
se tornado sinônimo de odiar os homens. Se existe uma coisa de que tenho
certeza nessa luta, é de que isso tem que parar.”
Entre dez minutos de discurso, foi essa pequena parte que me
chamou mais a atenção.
Mesmo o feminismo de Beyoncé que com todo o seu sexy appeal
possui um apelo diferente do discutido por muitas feministas, recebeu o seu
prêmio de melhor música do ano, segundo a revista Times, por “entender o
momento vivido pela sociedade”, que diz:
“Criamos garotas para serem concorrentes. Não para empregos
ou conquistas, o que seria uma coisa boa, mas para a atenção dos homens.
Feminista é a pessoa que acredita na igualdade política, social e econômica
entre os sexos.”
Você acredita nestas igualdades? Você acha que é justo ambos
os sexos terem os mesmos direitos?
Então você, homem ou mulher, também é feminista.
Isso não significa que você deve parar de preparar um jantar
que você faz com amor para o seu namorado, isso não significa que você não pode
sentir-se frágil às vezes, isso não significa que você deve ser menos feminina
e não usar sutiã e isso não significa que os homens devem ser submissos.
Ser feminista significa sentir-se feliz ao ler que o governo
do Recife tem divulgado um livro chamado "Reconstruindo vidas: mulheres
que romperam a violência doméstica", que conta com depoimentos incríveis
de dez mulheres recifenses que denunciaram o tratamento abusivo de seus
parceiros e deram a volta por cima. “O primeiro tapa arde na alma”, uma delas
diz.
Se você fica feliz por iniciativas como essa, mesmo sem
saber, você também é feminista.
Esses textos “mulheres estão chatas”, “apaixone-se por mulheres que têm
mais livros do que roupas”, “sou malhada, faço selfie ”, “ele traiu, ela perdoou porque
é machista”, olha, parem. Esse ataque gratuito que pelo jeito VENDE, é que tem
atrapalhado mais do que ajudado, principalmente em terras brasileiras.
Não precisamos sentir DESCONFORTO quando falamos que somos
feministas queridos amigos. Se alguém lhe disser que você está sendo hipócrita
porque você leu Cinquenta Tons de Cinza, ou porque você deixa o seu namorado
dirigir o seu carro, você responde a mesma coisa que a Luciana Genro respondeu
para o Danilo Gentili numa entrevista durante sua campanha pras eleições presidenciais.
Lembram?
“É, eu acho que você deveria se informar melhor”.
Existe muito mais amor no feminismo do que esse terrível
sentimento de "anti-homem" criado justamente pela sociedade machista.
Eu sou feminista e eu não odeio os homens. Eu sou feminista
porque acredito na igualdade entre os sexos de forma verdadeira e justa. Eu sou
feminista porque não quero que meus amigos homens pensem que chorar assistindo
um filme "é coisa de mulher".
Sou feminista porque respeito o próximo.
E você?
Pesquisa Site Obvious.
sábado, 31 de janeiro de 2015
COMO CONHECER AS PESSOAS?
Para melhor conhecer as
pessoas, o primeiro passo, e o mais importante, consiste em não usar a si mesmo
como padrão de valor ou referência.
Para conhecer bem o
outro, não é útil refletir assim: "eu no lugar dele agiria dessa ou
daquela forma". Cada mente é única, não comparável.
Quem compreender que cada
pessoa é única terá que lançar mão de outros recursos que não a introspecção
para conhecer direito o interlocutor.
Para conhecer com
objetividade uma pessoa é conveniente prestar atenção aos seus gestos, atos, à
forma como reage em determinadas situações.
Uma pessoa se deixa
conhecer pelo tipo de humor que aprecia, pelos trejeitos faciais, por suas
reações quando contrariada, magoada, agredida.
Em determinadas situações
podemos conhecer um pouco dos genuínos sentimentos de uma pessoa: se é
empática, solidária, se sente culpa genuína.
Quem consegue olhar o
outro de forma isenta funciona como um "hacker": tenta entrar em sua
mente para saber como ela efetivamente funciona!
Gykovate.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
PORQUE OS GRANDES PENSADORES ACABARAM, TRISTES, NA SOLIDÃO DA VIDA? SERÁ QUE CONHECER A VERDADE NOS LEVA A ISSO?
NA SOLIDÃO, TRISTE E DESILUDIDO: A MORTE DOS GRANDES PENSADORES EM MEIA DÚZIA DE TRISTES FINS.
“A solidão é o destino de todos os grandes espíritos”, diria
Schopenhauer. Também a desilusão, a tristeza, o sofrimento. Muita inteligência
e acurada visão de mundo não são, definitivamente, caronas para a felicidade. Certamente
o “contrário, a ignorância, tem mais facilidade em puxar a carroça”.
Olhando para a história, são poucos os grandes pensadores
que chegaram ao fim da vida ainda com esperanças, compartilhando felicidade
entre os seus. Talvez Platão aos 80, ou Sócrates, resignado, sorvendo a cicuta.
Talvez os filósofos cristãos esperando o paraíso. Kant aos 79, sem nem ligar
para isso, na demência do Alzheimer. Mas são estes exceções. No oposto, são
muitos os exemplos de suicídios, depressões, desilusões entre os grandes de
todos os tempos: desde Heráclito, o obscuro, ermitão misantropo, Aristóteles
banido de Atenas, Giordano Bruno nas chamas da fogueira, Maquiavel lambendo
botas, Descartes fugindo de todos, Hobbes, o irmão gêmeo do medo, Schopenhauer
na depressão, Cioran na amargura, Deleuze pulando pela janela...
Abaixo, meia dúzia de tristes e desiludidos fins de grandes
pensadores:
Sigmund Freud (1856 – 1939)
Em 1938, Freud deixou Viena para refugiar-se em Londres,
após a ocupação nazista da Áustria. Morreria no ano seguinte, aos 83, triste e
desencantado, desiludido com a civilização, lutando a sua última guerra,
carcomido pelo câncer. Freud deixou para trás os amigos, os filhos e os
interlocutores. Foi para Londres com a mulher e a filha, Anna, com as quais
compartilhou a solidão, quase sem falar, devido à doença que lhe desgraçou o
palato, a laringe, a boca. O cachorro o abandonou devido ao mau cheiro do
câncer, que lhe confundia o faro. A solidão só não foi absoluta porque Anna
Freud, com um amor quase materno pelo pai – amor de Electra, com o perdão do
mau uso da expressão –, ficou ao lado dele até o último suspiro, embriagado de
morfina. As quatro irmãs seriam executadas em campos de concentração, embora
ele não estivesse vivo para saber disso.
Friedrich Nietzsche (1844 – 1900)
A inteligência foi uma maldição para Nietzsche. Rejeitado
desde a infância, cercado de beatas melancólicas, jovem taciturno e solitário,
adulto fracassado, doente, incompreendido. Atormentado, pensou coisas “além do
bem e do mal”, colocou a inteligência no papel, escreveu muito, aforismos, poemas filosóficos de causar
aneurismas, publicou em vida, mas não foi lido. Ninguém entendeu, ninguém quis.
Como seu Zaratustra isolou-se em si, na arrogância de seu super, além do homem.
Esmagado por enxaquecas terríveis, perdendo a visão e a sanidade, pendulou de
um lugar a outro procurando a paz no mundo, em diferentes paisagens bucólicas,
sabendo que a guerra era interna. Enfim, triste, abandonado por todos e por si
mesmo, encontrou-se na Itália, hóspede de um simples quarto com catre e
cadeira, banheiro coletivo no corredor. Um dia, os pensamentos fincando como
alfinetes, vislumbres como cortes de navalha, escutou um cavalo sendo açoitado
na rua. Brados enraivecidos contra o indefeso animal, o chicote estalando,
sangue e relinchos para todo lado. Os transeuntes ocupados sem perceber a cena,
cada um preso em suas mesquinhas responsabilidades. Nietzsche rompeu à rua, em
desespero atroz, rangendo os dentes na direção do açoite, rosnando blasfêmias
contra o algoz. Era o fim do maior filósofo desde Kant: abraçado ao cavalo,
chorando, chorando, chorando seu desespero. Enfim, desmaiou para nunca mais.
Quando acordou era um nada, um catatônico Nietzsche sem frases inteligíveis,
olhar parado, babando. Morreu uma década depois, sob cuidados da irmã, Elizabeth Förster-Nietzsche,
aquela que não lhe compartilhou da inteligência e que, por falta dela, serviu
para a terrível interpretação de Nietzsche pelo Nazismo.
Karl Marx (1818 – 1883)
O jovem Marx se casou com uma moça de estirpe, aristocrata, Jenny von Westphalen, e com ela teve sete filhos. Deles a quase metade chegou à vida adulta, as três meninas, os outros morreram na tenra infância levados pela miséria. Fugindo da repressão a família Marx deixou a Alemanha, depois a França e a Bélgica, para enfim se instalar no Soho, em Londres. À época o bairro mais ralé, mais imundo e pobre, onde se podia pagar mais barato. Anos luz das galerias de arte, lojinhas de bibelôs e pubs encervejados que hoje dominam o Soho. Marx passou uma década afundado na miséria, afundando mais ainda a família no desespero porque se recusava a trabalhar em qualquer função que não fosse intelectual. Enfim, a herança dos Westphalen os alcançou e trouxe o sossego econômico da ironia: Marx que pregava o fim do direito à herança , foi socorrido pela parte que cabia à sua mulher. Mas a tranquilidade do dinheiro chegou tarde, acompanhada da doença que a definhou a olhos vistos. As filhas tomaram seus rumos, ficaram os velhos subversivos na companhia dos charutos de Karl e dos remédios de Jenny. Quando ela morreu, sobrou o velho barbudo, cercado de papéis e anotações, tomado de furúnculos, custando a respirar pelos problemas que o fumo entupiu nos pulmões, afundado na solidão e na paranoia, vendo inimigos brotando de todas as sombras. Quando seu cadáver foi encontrado, caído na mesa de trabalho, segurando a pena cheia de tinta, estava irreconhecível, seco, rachado, triste. Em nada lembrava o semblante revolucionário que ilustrou panfletos ao longo do século XX. Das três filhas que chegaram à vida adulta, duas se suicidaram após a morte do pai, do mesmo jeito, por injeções de veneno nas veias.
Michel Foucault (1926 – 1984)
Foucault viveu duas vidas: a da superfície – de aparências,
desde a juventude católica ao estrelato acadêmico – e a das profundezas – do
submundo, desde o ódio ao pai aos guetos de drogas e inferninhos sadomasô. Na
superfície, Michel Foucault foi brilhante, talvez o mais prodigioso pensador da
filosofia contemporânea, publicou vários livros, tornou-se referência
obrigatória para estudantes de filosofia, história, sociologia, política,
psicologia e quaisquer outras ciências humanas. Bibliografia obrigatória em
qualquer biblioteca de qualquer universidade do mundo. Um pensamento forte,
organizado, profundo, arqueológico, incontornável. Contudo, foi a outra vida
que lhe assombrou a existência. Escondido atrás da máscara, Foucault precisava
se esgueirar pelas esquinas, pelas sombras do submundo para encontrar a si
mesmo. Descendo as escadas, baixando os níveis, o pensador se transformava em
outro, degenerado, usuário de drogas, faminto sexual em encontros casuais com
estranhas criaturas da noite, ele mesmo uma delas. “Experiências-limite” entre
o mais radical erotismo e o flerte com a morte, com o perigo do encontro com os
estranhos, e mais assustador, consigo mesmo. Encontrou-se, divertiu-se, viveu
os extremos, viu a si pelas gretas, entregou-se. Pegou o mal da época pela veia
do desejo, definhou pela AIDS nos anos seguintes, atormentado pelas escolhas
que lhe dividiram a vida e o pensamento.
Max Weber (1864 – 1920)
A depressão acompanhou Weber por toda a vida. Teve pelo
menos dois grandes colapsos: o primeiro, na virada do século XIX para o XX, o
afastou da academia, do trabalho, de casa (rico quando tem depressão viaja); o
segundo o levou a vida, precipitando em meses a pneumonia que lhe foi fatal. De
família burguesa abastada, Max Weber foi intelectual por vocação, conforme ele
mesmo descreveria em um dos seus clássicos: “A Ciência como Vocação”. Produziu
muito, estudou demais, tudo, da religião à música. Escreveu, enfim, uma das
maiores obras já publicadas, “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”,
na qual virou a sociologia ao avesso ao romper com o ranço marxista e
contrariar, ao mesmo tempo, os cânones do positivismo francês. Também foi um
homem público atuante, inclusive como conselheiro alemão no ultrajante Tratado
de Versalhes, diante da derrota na Primeira Guerra, cargo de mãos e
inteligência atadas, trauma que o atormentou de culpa até a morte. Na guerra
tinha sido oficial em hospitais militares, vendo de perto o horror na forma de
estropiados, desfigurados, mutilados e cadáveres; na derrota carregou o fardo
de acompanhar a assinatura do tratado de rendição mais humilhante da história.
Nunca se recuperou. Voltou às pesquisas, às conferências, às salas de aula,
revisou e reeditou suas grandes obras, lutou mais um tempo, mas enfim,
resignado, “crítico e resignado”, entregou os pontos. Teve o segundo colapso,
afundou-se em depressão, não suportou a falta de sentido, o “desencanto do
mundo”. Adoeceu, desiludido, entregue à pneumonia que lhe quebrou a rija crosta
de aço.
Vítima do pessimismo, da má sorte e da ignorância Nazista,
Walter Benjamin foi um dos mais brilhantes e promissores filósofos da Escola de
Frankfurt, considerado por muitos o melhor de todos por lá. Erudito,
articulado, multifacetado, Benjamin era uma mistura de filósofo, escritor,
crítico literário, ensaísta e poeta. Protótipo da mente refinada do início do
século XX, colecionador de citações, apreciador de arte, tradutor de Baudelaire
e Proust, flanêur nas passagens de Paris. Combatente feroz da modernidade e,
contraditório, moderno por excelência, Benjamin carregava a veia romântica,
melancólica, crítica, nas leituras que fazia de diversos temas, entre a
história da arte e o cinema, na “era da reprodutibilidade técnica”. Fracassado
no amor, abandonado em ilusões, muito aquém do sucesso que alcançaria após a
morte, Benjamin ainda teve o azar de ser judeu na Alemanha Nazista. Fugiu
primeiro para Paris, percorrendo os boulevards e as passagens, mas também o
azar o seguiu de perto. Também Paris cairia ante os Alemães. Agarrando-se às
últimas esperanças, partiu para os Pirineus, tentando alcançar a fronteira
espanhola e, depois dela, a liberdade. Quando chegou, a aduana estava fechada
para fugitivos judeus como ele. Pessimista, desiludido, em profunda tristeza,
trancou-se num hotel-pulgueiro qualquer e aplicou uma dose cavalar de Morfina,
num suicídio indolor. Ironia da má sorte que o perseguiu, no dia seguinte a
fronteira foi aberta e todos passaram.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
AMOR LIQUIDO
Estamos cada vez mais
aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo
da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas,
cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base
a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas atuais.
Inspirado na obra "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos,
de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos,
frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja
real ou virtual.
O sociólogo polonês
Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87
anos seus livros publicados venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e
tanto para um teórico. Entre eles “Amor liquido” é talvez o livro mais popular
de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira
mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e, algumas
particularidades da “modernidade liquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é
feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos
por entre os dedos feito água.
Bauman tenta nos
mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva já que todos querem
relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança.
O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal na primeira queda, quebra.
As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com
um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em
cima de problemas.
É um mundo de
incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis pois as relações
humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a
facilidade de “desconectar-se” as pessoas não conseguem manter um
relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual
(modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos
sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo ou seja,
caso haja defeito descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais
atualizadas.
O romantismo do amor
parece estar fora de moda, o amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários
tipos de experiências vividas pelas pessoas na qual se referem a estas
utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer
amor”. Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é
usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.
Ainda para tentar
explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “
Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é
aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco,
voluntária está é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da
afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo em uma sociedade de
total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também
sobre o amor próprio. Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas,
amparadas ou saber que sentem sua falta. Segundo ele ser digno de amor é algo
que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa
classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual
o amor nos é negado como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas
de hoje são todos instáveis e assim não temos certeza do que esperar.
Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada. É uma descrição
poética da situação.
"Para ser feliz há
dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é
segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida
digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade
sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que
você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você
tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e
você perde algo". Bauman
sábado, 3 de janeiro de 2015
INVEJA
A inveja dos homens mostra o quanto se sentem infelizes, e sua atenção constante às ações e omissões dos outros mostra o quanto se entediam.
Arthur Schopenhauer(1788-1860), filósofo alemão
A inveja é
um sentimento humano quase inevitável. Apesar disso, é talvez aquele do qual
mais as pessoas se envergonham e tratam de esconder.
A inveja tem
a ver com a vaidade: prazer erótico que sentimos ao nos destacarmos, ao chamar
a atenção e atrair os olhares dos que nos cercam.
Se
estivermos diante de alguém que admiramos e que se destaca mais do que nós, a
tendência é experimentarmos a dor que chamamos "humilhação".
Quando nos
comparamos com outra pessoa e admiramos nela propriedades que chamam a atenção
das pessoas e que gostaríamos possuir, a invejamos.
A inveja
deriva da admiração: nos comparamos, nos sentimos por baixo, humilhados (ofendidos
na vaidade) e desenvolvemos uma reação hostil.
Como invejar
implica sentir-se por baixo, inferiorizado, quase sempre o invejoso evita
manifestar claramente a intensidade do seu sentimento.
A regra é
que a inveja se manifeste de forma sutil, sob a forma de alguma ironia ou
brincadeira de mau gosto que deprecie o que é invejado.
domingo, 21 de dezembro de 2014
É PRECISO SABER VIVER
Nas relações
amorosas, por exemplo, a serenidade é maior quando os parceiros têm afinidades,
são confiáveis e o sentimento é correspondido.
No amor, o
estresse é menor naqueles casais que se empenham em gerar um clima de paz,
harmonia, estabilidade e confiança no convívio íntimo.
A confiança
entre os que se amam deriva mais das ações do que das palavras: exige o empenho
recíproco para atenuar sensações de insegurança.
Ainda que as
ações sejam mais valiosas que as palavras, as declarações de amor repetidas ("eu
te amo") sempre ajudam a atenuar a insegurança.
Um bom sinal
de imaturidade emocional é estar sempre se promovendo, provocando ciúmes e
gostando de contar para o parceiro o sucesso que faz.
Pessoas mais
amadurecidas são parceiros sentimentais mais fáceis: não precisam se
reassegurar estimulando a insegurança de seus parceiros.
Pessoas com
mais maturidade emocional conseguem se imaginar sozinhas: têm menos medo de uma
eventual ruptura e se estressam menos no amor.
Gykovate
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos pelo carinho de passar pelo BLOG participar do BLOG ou apenas OLHAR o BLOG amopensar....as pessoas que me conhecem sabem que sou autentica,falha como todos os seres humanos porém cheia de Luz e Simplicidade, para juntos podermos dividir , conceito dos quais amo....continuem participando em 2015!
Aos meus alunos OBRIGADAAAAAAAAAAAA!!!
Sair da caverna e ver a Luz já é um começo!
Feliz Natal a todos!!!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
TRECHO DO LIVRO, Sêneca
Aprendendo a Viver, de Sêneca.
De fato, o corpo precisa de muitas coisas para estar bem; o espírito, ao contrário, cresce por si mesmo, se alimenta e se exercita sozinho. Os atletas precisam de muita comida, muita bebida, muito óleo, enfim, de muito exercício. Tu podes ter a virtude sem nenhum aparato nem despesa. O que quer que te faça virtuoso já está contigo.
De que precisas para tornar-te bom? Apenas de vontade! O que, pois, tu mais deves querer do que se libertar desta servidão que oprime a todos, que até os escravos, que estão em condições extremas, nascidos na sordidez, deseja de todo o modo se libertar? Gastam todo seu dinheiro, mesmo tendo que passar fome, para obter a liberdade; e tu, que pensas ter nascido livre, não desejas ter a todo custo à liberdade?
Por que olhas para o cofre? A liberdade não pode ser comprada. Assim, é inútil colocar o nome de liberdade em documentos: não pode ser comprada nem vendida. Esse bem deve dar a ti mesmo, peça-o para ti. Primeiro, livra-te do medo da morte, pois ela nos impõe o seu jugo, e, depois, deves perder o medo da pobreza.
TRECHOS DE LIVROS, O ingrato
Cartas a
Lucílio, de Sêneca
O ingrato
tortura-se e aflige-se a si mesmo; odeia os benefícios que recebe por ter de
retribuí-los, procura reduzir a sua importância e, pelo contrário, agigantar
enormemente as ofensas que lhe foram causadas. Há alguém mais miserável do que
um homem que se esquece dos benefícios para só se lembrar das ofensas? A
sabedoria, pelo contrário, valoriza todos os benefícios, fixa-se na sua
consideração, compraz-se em recordá-los continuamente. Os maus só têm um
momento de prazer, e mesmo esse breve: o instante em que recebem o benefício; o
sábio, pelo seu lado, extrai do benefício recebido uma satisfação grande e
perene. O que lhe dá prazer não é o momento de receber, mas sim o fato de ter
recebido o benefício; isto é para ele algo de imortal, de permanente. O sábio
não tem senão desprezo por aquilo que o lesou; tudo isso ele esquece, não por
incúria, mas voluntariamente. Não interpreta tudo pelo pior, não procura
descobrir o culpado do que lhe sucedeu, preferindo atribuir os erros dos homens
à fortuna.
Não atribui
más intenções às palavras ou aos olhares dos outros, antes procura dar do que
lhe fazem uma interpretação benevolente. Prefere lembrar-se do bem que lhe
fizeram, e não do mal; tanto quanto pode, guarda na memória os benefícios
precedentes e não muda de disposição para com aqueles a quem deve algum favor a
não ser que as suas más ações sejam de longe mais graves, numa desproporção
evidente mesmo a quem não a quer ver; e até neste caso o sábio terá por eles,
depois de uma considerável ofensa, sentimentos idênticos aos que tinha antes do
favor recebido. Na realidade, mesmo quando a ofensa é equivalente ao benefício,
permanece na nossa alma um certo sentido de benevolência.
WHATSAPP CONTRIBUI PARA TRAIÇÃO?
WhatsApp contribui para 40% dos casos de divórcio na Itália
Segundo o presidente da Associação de Advogados Matrimoniais
da Itália Gian Ettore Gassani declarou em entrevista ao New York Times, o
WhatsApp é citado em 40% dos casos de divórcio na Itália.
As mensagens trocadas pelo aplicativo são listadas em
inúmeros processos como evidências de traição. Ainda de acordo com Gassani, há
um impulso para a traição causado pela tecnologia.
Pular a cerca ficou mais fácil com a ajuda de ferramentas
como Facebook, Tinder e Whats App, mas ser pego também. O presidente da associação
ainda explicou que, em alguns casos, os adúlteros usavam as redes sociais para
manter de três a quatro relacionamentos paralelos.
Uma pesquisa publicada na revista "Psychology of Popular
Media Culture" revelou que 75% das mulheres apontam o smartphone como um
problema na vida entre os casais. O motivo é que o parceiro fica grande parte
do tempo checando o aparelho, inclusive durante as conversas conjugais. Para
62% das entrevistas, o smartphone interfere no tempo livre do casal.
O estudo foi realizado pelos psicólogos Sarah Coyne, da Universidade Brigman Young, em
Utah, e Brandon McDaniel, da Universidade Estadual da Pensilvânia, ambas nos
Estados Unidos.
Divórcio e Whatsapp
Recentemente o presidente da Associação de Advogados
Matrimoniais da Itália Gian Ettore Gassani declarou, em entrevista ao New York
Times, que o WhatsApp é citado em 40% dos casos de divórcio na Itália.
A tecnologia é mesmo um facilitador?
https://catracalivre.com.br/geral/urbanidade/indicacao/75-das-mulheres-acham-que-smartphones-e-um-problema-na-vida-amorosa-segundo-estudo/
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